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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

CÁLICE DA ALMA

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CÁLICE DA ALMA
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Meus olhos, cálice da alma
Onde depositam os sumos
Dos sentimentos espremidos,
(esses que guardo comigo)
Não mais se aglomeram,
Transbordam...
.
Minhas lágrimas contidas,
Retidas eclodem-se e num
Piscar de olhos escorrem
Cataratas de quimeras.
.
Meus olhos, cálice da alma
Quando vazio é coágulo de
Sangue frio que por vezes
É de dentro que devora.
.
Sinto o gosto do sangue na
Boca, peito espremido, alma
Sem roupa, despido de
Sentimentos de outrora.
.
Meus olhos, cálice da alma
Ao ver-te com outro diverge,
Esconde imagens e protege
Da dor que minh’alma ignora.
.
Meus olhos o cálice da alma
Cala-se e espera, mantém-se
Fulgente e tingido, mesclado
Entre o branco e o tinto, mas
No brinde é sempre o rosé que
Vigora.
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(Flávio Cardoso Reis)

2 comentários:

  1. Poeta amigo,parabéns.
    Tu escreves com a alma.

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  2. Simplesmente, é maravilhoso
    seu trabalho, amo suas poesias.

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